quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Umas Férias nas Maldivas

Capitulo 35


- tens uns desejos esquisitos, mas vou buscar.
O Tom quando ouviu a palavra “desejos”, abriu os olhos rapidamente como quem diz: “outra vez não!”.
Satisfiz-me com uma lata de atum em conserva pois dava muito trabalho estar a preparar atum fresco.
- se calhar, é melhor eu ir embora, já se faz tarde Jenifer.
- oh não há problema, fica o tempo que quiseres. Afinal somos praticamente da família.
- Jenifer, posso dizer-te uma coisa?
- claro Bé, nem precisavas de pedir!
- só de pensar nas voltas que a tua relação com o Bill já deu,... como é que conseguiste ter forças para continuar a lutar por ele?
- Não sei Bé! Talvez  facto de o amar e de saber que ele também sentia o mesmo por mim. Se calhar foi isso que não me deixou baixar os braços.
- mas de certeza que foi muito complicado para ti. – opinei eu.
- foi complicadíssimo! Em muitos momentos que estivemos juntos, eu tive vontade de estrangular a Mary, mas felizmente aguentei-me.
Tive uma quebra de tensão.
- Tom! Bill! Ajudem-me por favor! – gritou a Jenifer.
Os dois vieram logo a correr, ainda meios atordoados com o sono, mas felizmente a nossa modelo para além de um corpo fantástico também teve forcas para me segurar.
- rápido Bill! Vai buscar um copo com água e açúcar!
- Bé, amor, estás bem? – perguntou-me o Tom bastante preocupado.
- Não te preocupes, foi só uma quebra de tensão.
- Tens a certeza? Não queres ir ao hospital? Não quero que te aconteça nada, nem ao nosso bebe. – perguntou-me o Tom.
- Tom, menos! Chega de filmes. – disse o Bill.
- Tu não vez que a minha namorada está mal!
O Tom quase que bateu no Bill. Ele está num completo pânico.
- amor, por favor, tem calma. Vamos embora?
- Sim Bé, precisas de descansar. – respondeu-me o Tom já mais calmo.
Quando chegamos a casa, o Tom não me deixou ir para o quarto sozinha. Teve que me ajudar a subir as escadas pois eu não conseguia segurar nas minhas pernas.
Mal caí na cama, adormeci.
De manha levantei-me cedo e tive o cuidado de não acordar o papá preocupado.
Eu nem queria acreditar!!
Eu não tinha nada que me servisse.
Tive que vestir um vestido muito antigo e feio, pois era o única coisa que tinha para vestir.
Tinha os pés tão inchados que também não cabiam em sapatos nenhuns, ou seja, foi de vestido  e sapatilhas para o consultório.
Quando cheguei ao consultório ficou toda a gente a olhar para mim. Também não era para menos, eu parecia um palhaço.
Foi para a sala de espera.
Eram cerca de dez “barrigões” para o mesmo obstetra que eu.
Felizmente eu era a primeira da lista de consultas.
Entrei para o consultório passados 10 minutos.
- então mamã, como se tem sentido?

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